Esporte


FN CaféNEWS: quinta-feira, 11 de julho de 2013

 

Atlético-MG vence Newell's nos pênaltis e vai à final da Libertadores pela primeira vez

Ronaldinho, que já foi o melhor jogador do mundo por duas vezes consecutivas, vibra como menino na perspectiva de um possível título inédito do Galo, de Campeão da Libertadores. O craque que foi o precursor no Barcelona, da Espanha, por conquistar títulos inéditos naquela equipe de futebol pode agora dar pela primeira vez o título de campeão das Américas ao C.A.M.
BELO HORIZONTE (MG)* - Em classificação dramática, o Atlético-MG conquistou uma vitória histórica sobre o Newell's Old Boys, nesta quarta-feira, no Independência, e chegou pela primeira vez à final da Copa Libertadores. Depois de vitória no tempo normal por 2 a 0, o time mineiro derrotou os argentinos nas cobranças de pênaltis, por 3 a 2 , e agora enfrenta o Olimpia, do Paraguai, na decisão da competição.

Técnico Cuca veste a camisa "Yes, we C.A.M", em referência ao slogan de campanha do presidente norte-americano, Barack Obama [ "Yes , we Can"],  horas antes do jogo da semi-funal  da Libertarores: "Nós acreditamos [podemos] no Clube Atlético Mineiro". Foto: Uai/BH
Obrigado a vencer por diferença superior a dois gols, uma vez que foi derrotado por 2 a 0 no jogo de ida, em Rosário, o Atlético fez o dever de casa diante de sua fanática torcida, com gols de Bernard e Guilherme. Porém, devolveu o placar e levou a decisão para os pênaltis. Para o Atlético, marcaram Alecsandro, Guilherme e Ronaldinho Gaúcho  e perderam Jô e Richarlyson. Para o Newell's, converteram Scocco, Vergini, e desperdiçaram Casco, Cruzado e Maxi Rodriguez. O goleiro Victor defendeu a última cobrança de Maxi Rodrigues e saiu como heroi.


SÃO VICTOR: Victor, do Atletico-MG pula para defender pênalti de Maxi Rodriguez, do Newell's Old Boys. Foto: Reuters 10 jul 2013.
A classificação histórica representa a melhor participação do Atlético na Libertadores – é a quinta vez que disputa o torneio. O mais perto que havia chegada da final foi em 1978, quando avançou ao triangular semifinal, porém terminou em quinto lugar. Em 2000, foi eliminado nas quartas pelo Corinthians. Em 1972 e 1981, caiu na fase de grupos.
Em 2013, o Atlético fez campanha marcante desde o início. Depois ser o melhor da fase de grupos, despachou São Paulo e Tijuana, nas quartas e oitavas, respectivamente, e não se abalou com a derrota para o Newell’s, em Rosário. Diante de sua fanática torcida, usou bem o “caldeirão do Horto” para chegar à inédita final de Libertadores.

A semana que antecedeu o jogo foi trabalhada pelo Atlético para motivar os atletas, que iniciaram regime de concentração já na noite de domingo. O técnico Cuca adotou o slogan ‘Yes We CAM, inspirado na campanha da reeleição de Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos. Torcedores manifestaram apoio de todas as maneiras, com cartazes, faixas e até bilhetes enviados ao treinador. O atacante Diego Tardelli fez até promessa.

Assim que a bola rolou no Independência, o Atlético partiu para cima do adversário e abriu o placar aos 3min, depois de uma boa trabalha do ataque. Tardelli tocou para Ronaldinho, que lançou em velocidade para Bernard. O jovem meia bateu cruzado e acertou o canto esquerdo do goleiro Guzmán.

O Newell’s tentava manter a posse de bola para impedir a chegada do Atlético. A torcida atleticana promoveu um “apitaço” e fazia muito barulho quando os argentinos estavam com a bola. O time mineiro tentava colocar velocidade e criava oportunidades.
O experiente zagueiro Heinzer não suportou um choque de cabeça com Gilberto Silva e deixou o campo aos 26min para a entrada de Lopez. Antes ele já havia se machucado em lance com Pierre. O time argentino levou perigo com Maxi Rodriguez, que fez boa jogada pela esquerda e bateu para defesa de Victor.

O Atlético quase ampliou aos 35min. Tardelli tabelou com Bernard e tocou na saída do goleiro Guzmán, que se machucou no lance. Com um corte no supercílio direito, o jogador recebeu atendimento em campo e a partida ficou paralisada por oito minutos.

Na volta da partida, o Atlético ainda criou uma chance para ampliar. Josué tabelou com Tardelli dentro da área e ficou livre para finalizar, mas o goleiro argentino fez a defesa. No final do primeiro tempo, os atleticanos pediram um pênalti em cima de Jô.

No segundo tempo, o Atlético encontrou dificuldade para chegar ao gol argentino e passou a ser ameaçado pelo Newell’s, que adiantou a marcação e complicou a saída de bola do time mineiro. A torcida atleticana começou a ficar apreensiva.

Cuca sacou o volante Pierre, que já tinha cartão amarelo, e promoveu a entrada do atacante Luan, aos 31min. Em seguida, a partida foi paralisada por causa por uma queda parcial da iluminação do estádio. Foram 11 minutos de paralisação.
O Atlético sofreu duas mudanças: entraram Alecsandro e Guilherme e saíram Tardelli e Guilherme. O time mineiro voltou a atacar e chegou ao segundo gol. Guilherme pegou uma sobre de fora da área e acertou o canto esquerdo do gol. Mas a partida terminou 2 a 2 e a decisão foi para os pênaltis.

*Do Portal UOL 11/07/13

 FN Café NEWS – Edição do dia 16/12/2012
Corinthians é campeão do mundo
Guerrero comemora, no Japão, o único gol da partida em que o Corinthians venceu o Chelsea da Inglaterra - 16 dez. 2012.
JAPÃO -Neste domingo (16), o Corinthians venceu o Chelsea no Japão, por 1 a 0, e se tornou bicampeão do Mundial de Clubes da Fifa. O segredo desse time campeão brasileiro, campeão sulamericano e agora campeão mundial está na letra de um pagode que os jogadores cantaram, no centro do campo, assim que o jogo terminou.
“A amizade é tudo. É se dar sem esperar nada em troca dessa união. É ter alguém pra contar na indecisão. Nunca se desesperar. Sempre ali pra estender a mão. Maior valor não há. É feito irmão”, diz a letra do pagode gravado pelo grupo Jeito Moleque e assinado pelo corintiano Thiaguinho.
“’Amizade é tudo’, que é o nome da música, tem tudo a ver com o time do Corinthians. Um time que joga unido. Um time que joga assim e vive assim”, afirma Thiaguinho, o autor da música.

Campeão mundial, Corinthians sobe para 3º no ranking da Conmebol
Título no Japão faz o clube ganhar cinco posições na classificação elaborada pela Confederação Sul-Americana de Futebol

O Estado de S.Paulo
ASSUNÇÃO - Em pleno Natal, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) divulgou a última atualização do seu ranking de clubes e o Corinthians, por conta da conquista do título mundial, foi quem mais teve motivos para comemorar. Campeão no Japão, os alvinegros somaram 140 pontos pularam da oitava para a terceira colocação, com 421,6 pontos ficando atrás apenas do líder, Universidad de Chile (CHI), com 482,9 pontos, e do Santos, com 449,6. Estes dois times fizeram a decisão da Recopa Sul-Americana deste ano, cujo campeão foi o time da Baixada Santista.

A lista leva em consideração as últimas edições das cinco competições internacionais consideradas oficiais pela entidade ( Libertadores, Mundial de Clubes, Copa Sul-Americana, Recopa Sul-Americana e Copa Suruga).

Além de Santos e Corinthians, outros cinco clubes brasileiros fazem parte do top 20 do ranking. São eles: o Internacional (4º lugar), o São Paulo (8º), o Fluminense (14º), o Cruzeiro (15º) e o Grêmio (19º).

Recentemente rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras é o 21º colocado. Mas o Alviverde pode melhorar a sua posição, pois disputará a próxima Libertadores, já que foi campeão da Copa do Brasil de 2012. 
CRÔNICA
por Carlos Augusto Ferrari
Rivais, ajoelhem-se para reverenciar a história construída pelo Corinthians e a Fiel neste 16 de dezembro de 2012. Sem precedentes. Eterno. O time formado por jogadores operários, o clube do povo e da apaixonada torcida que cruzou continentes tem o futebol a seus pés. Sofrido, suado, chorado, o Corinthians venceu o Chelsea por 1 a 0, em Yokohama, e deixou de ser apenas Paulista como está escrito em seu centenário símbolo. O Corinthians é do mundo. Bicampeão do mundo.
A conquista corintiana tem um herói em cada extremidade do campo. Na defesa, Cássio cresceu acima dos seus 1,95m para criar uma nova categoria de milagres e defender chutes de Cahill, Moses e Torres. O último, já perto do apito final. No ataque, brilhou Paolo Guerrero. O mesmo Guerrero que foi dúvida para o torneio. O mesmo herói da classificação nas semifinais. Agora, eternizado com o gol de cabeça aos 23 minutos.
Assim como na Libertadores, vencida diante do sempre temido Boca Juniors, o Corinthians chega ao título contra um adversário poderoso. O Chelsea, símbolo máximo do novo futebol comandado por mecenas do leste europeu ou das Arábias, sucumbiu diante de um adversário sem estrelas, mas extremamente eficiente.
O triunfo sobre os ingleses completa um ciclo de vitórias grandiosas que teve início em uma derrota histórica. Da Série B para o estrelato. O Corinthians rebaixado no Brasileirão de 2007 aprendeu com os erros e se reestruturou para chegar ao topo. Agora, desponta como uma das potências do futebol nacional nos próximos anos.
Tatuapé, Mooca, Interlagos, Itaquera, Pirituba, Jardim Ângela, Cachoeira, Vila Mazzei, Vila Moraes, Cangaíba, Tucuruvi, Capão, Bela Vista, Guarulhos, Francisco Morato, Tabão da Serra, Carapicuíba, Itaquaquecetuba, Pindamonhangaba, Serra Negra, Suzano, Mogi Guaçu, Cubatão, Praia Grande, Rio Preto, Indaiatuba, Sorocaba, Jundiaí, Curitiba, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina Miami, Sydney...
...as bandeiras da Fiel penduradas no estádio neste domingo simbolizam uma das maiores demonstrações de amor da história do futebol. Alvinegros de todas as partes fizeram do estádio da finalíssima um Pacaembu em proporções gigantes. As ruas do Oriente estão tomadas, enlouquecendo os rígidos japoneses com os gritos de “Vai, Corinthians” em uma festa que só terminará no Brasil. Ou em qualquer outro lugar da Terra.

Cássio faz milagres no primeiro tempo
O Corinthians usou a obediência tática para não permitir que o Chelsea tirasse proveito de sua melhor qualidade técnica. O Timão cumpriu à risca o que Tite pediu nos últimos dias e esperou os jogadores da equipe inglesa no campo de defesa para tentar surpreender nos contra-ataques. A estratégia deu certo, mas poderia ter funcionado melhor com mais capricho nas finalizações, principalmente de Emerson.
Os Blues fizeram a bola rodar de lado a lado nos primeiros minutos. Rafa Benítez surpreendeu ao escalar Lampard, Ramires e Moses, dando mais habilidade ao meio de campo e força ao ataque. A mudança em relação à semifinal, porém, deu espaços aos brasileiros. Paulinho, travado por Cahill na finalização, quase marcou após linda jogada entre Fábio Santos e Danilo.
O zagueiro inglês, aliás, foi para os vestiários sem entender o milagre operado por Cássio que salvou o Corinthians de ficar em desvantagem logo no início. Em desvio de cabeça dele, Chicão cortou. No rebote, o próprio grandalhão britânico chutou de bico quase na pequena área para incrível defesa do “Frankenstein” no canto esquerdo.
Mais solto a partir dos 20 minutos, os corintianos foram liderados por um inspirado Paolo Guerrero, longe de ser apenas o centroavante que Tite tanto quis. O peruano brigou, abriu espaço, mas não pôde contar com Emerson. O herói da Libertadores esteve apagado, perdendo grande chance ao receber do camisa 9 sem marcação e não retribuindo a gentileza quando o companheiro aparecia livre na área.
A incredulidade inglesa aumentou perto do fim. Cássio, mais uma vez, arrancou gritos de espanto no estádio. Primeiro, em chute cheio de veneno de Moses, que defendeu com a ponta dos dedos no canto esquerdo. Depois, freou uma finalização de longa distância de Mata. Um gigante. 
Guerrero marca
A cautela corintiana acabou definitivamente no segundo tempo. O Timão voltou do intervalo mais agressivo ofensivamente, com Paulinho se aproximando do trio de ataque. O Chelsea também não se poupou. O resultado foram minutos em que o meio de campo deixou de existir e abriu as defesas. Cássio, de novo, parou Hazard após passe certeiro de Mata.
Embalado pelo incentivo da torcida, o Corinthians passou a controlar o jogo em ritmo cadenciado para envolver a marcação adversária. O gol parecia se aproximar e veio da cabeça do melhor alvinegro em campo na partida. Aos 23, Danilo cortou a marcação e bateu prensado. A bola subiu, caiu e encontrou a cabeça de Guerrero. Desvio simples, gol eterno.
O Chelsea esteve longe de reagir. Benítez imediatamente colocou o brasileiro Oscar na vaga do nigeriano Moses, mas a produtividade seguiu baixa. O Corinthians se agigantou com a vantagem, brigando por cada centímetro de campo e impedindo que os ingleses crescessem novamente.
Nos minutos finais, os Blues ainda tentaram furar. Furaram é bem verdade, mas não por completo. Aos 40 minutos, quando o empate parecia certo, Cássio fez mais uma milagre ao defender chute de Fernando Torres quase na pequena área. Aos 46, o espanhol chegou a marcar, de cabeça - gol corretamente anulado, por impedimento. Era a noite de Cássio. Era a noite do Corinthians bicampeão mundial.
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FN Café NEWS – Edição do dia 02/12/2012
Galo derrota Cruzeiro e leva o vice-campeonato do Brasileirão
Fluminense é campeão e termina com derrota
Com o zero a zero entre Grêmio e Internacional e a vitória de 3 a 2 contra o Cruzeiro, o Atlético-MG garantiu o vice-campeonato.
Galo é vice-campeão do Brasileirão de 2012.
Em vez de vencer, o Fluminense terminou o ano perdendo. O campeão entrou em campo com o time quase todo reserva. Mesmo assim, foi Samuel Rosa quem abriu o placar. Mas Élder Luís, do Vasco, que só tinha feito um gol no campeonato inteiro, hoje marcou dois. Vasco 2, Fluminense 1.

No clássico Cruzeiro e Atlético-MG, Bernard fez o primeiro gol pro Atlético. Martinucio empatou. O gol de Éverton virou o jogo para o Galo, mas um gol de Leonardo Silva empatou a partida. O gol da vitória foi de Réver. Atlético-MG 3, Cruzeiro 2.

Mas, para o Atlético terminar em segundo lugar, o Grêmio não podia vencer. Com o zero a zero entre Grêmio e Internacional, o Atlético-MG conquistou o vice-campeonato brasileiro e vai direto para a fase de grupos da Libertadores no ano que vem.

Entre São Paulo e Corinthians, Guerrero abriu o placar pro Timão. Douglas empatou para o São Paulo, que virou a partida com um gol de Maicon. Pra fechar, Maicon marcou mais um e o jogo terminou São Paulo 3, Corinthians, 1.

Muita água na disputa entre Coritiba e Figueirense. Roger Deniro foi afastar a bola, mas ela parou na poça. Everton Ribeiro marcou um a zero para o Coritiba. Denis fez o segundo gol para o Coxa e, de novo, Everton colocou a bola na rede. Coritiba 3, Figueirense 0.

Os classificados para a libertadores são: Fluminense (77 pontos), Atlético Mineiro (72 pontos), Grêmio (71 pontos) e São Paulo (66 pontos). O Corinthians, com 57 pontos, também vai jogar a Libertadores por ser o atual campeão.

Na Copa Sulamericana, os classificados são Vasco (58 pontos), Botafogo (55 pontos), Santos, (53 pontos), Cruzeiro (52 pontos), Internacional (52 pontos), Flamengo (50 pontos), Náutico (49 pontos) e Coritiba (48 pontos).

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Atlético-MG é dono de números que impressionam na temporada 2012

Apesar do vice-campeonato, equipe lidera estatísticas do Campeonato Brasileiro

Bernard, revelação do campeonato brasileiro em 2012, comemora gol ao lado do craque Ronaldinho Gaúcho.
O Atlético-MG não ficou com o título do Campeonato Brasileiro, mas o clube conseguiu quebrar vários tabus e obteve números impressionantes na competição. O destaque ficou por conta da participação alvinegra atuando no estádio Independência, local que o Galo não foi batido por nenhum time. Foram 19 partidas com 15 vitórias e quatro empates.

A marca entrou para a história da competição nacional ao igualar o recorde do Grêmio no Brasileirão de 2009. Além da invencibilidade em casa, o futebol apresentado também chamou a atenção, com o Atlético-MG sendo eleito em pesquisa de um canal por assinatura como o time que praticou o futebol mais bonito do Brasileirão, com 58,82% dos votos.

O segundo colocado foi o São Paulo, com 15,15%, seguido pelo Grêmio, com 9,53% e pelo Corinthians, com 8,85%. O Fluminense teve 5,34% dos votos e o Vasco 2,3%. O bom futebol levou a equipe mineira a ter o ataque mais positivo do Brasileiro, com 64 gols e várias vitórias importantes na campanha do vice-campeonato.

O rendimento do time em campo foi acompanhado pela torcida nas arquibancadas do Independência, já que o Galo teve a maior taxa de ocupação de estádios entres as equipes do Brasileirão. Os atleticanos tiveram, ainda, de acordo com estudo da Pluri Consultoria, a maior arrecadação do Campeonato Brasileiro em receita líquida, com R$ 8,4 milhões.
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FN Café NEWS – domingo, 12 de agosto de 2012
Ronaldinho Gaúcho comandou vitória do Galo sobre o Vasco, em BH. Foto Uol  12 ago 2012.
Comandada por gestos de dentro do campo por Ronaldinho Gaúcho, a torcida do Atlético-MG teve papel importante na vitória sobre o Vasco, por 1 a 0, na tarde deste domingo, no Independência. O resultado confirmou a liderança atleticana do Brasileirão, abrindo quatro pontos sobre o adversário, que entrou em campo como vice-líder. O gol de Jô, que levou o alvinegro mineiro a 38 pontos, quebrou a sequência de sete jogos sem sofrer gols da equipe vascaína. No complemento da rodada, o Fluminense venceu o Palmeiras, por 1 a 0, e assumiu a segunda colocação, com 35 pontos, três a menos que o líder.

“O Atlético dentro de seu campo  é muito forte. O Vasco veio para tentar a vitória, mas não foi possível”, afirmou o zagueiro Douglas, do Vasco. Já o presidente do clube carioca, Roberto Dinamite, culpou a arbitragem. “É uma vergonha, o Atlético não precisa disso, é uma arbitragem conduzida, segurando o jogo, o cabeça de área do Atlético fez 15 faltas e ele não deu amarelo, deu amarelo para o Juninho. É direcionado, o bandeirinha, ele, é uma vergonha”, esbravejou o dirigente.

Foi um jogo intensamente disputado. Afinal, era o encontro do líder e vice-líder, que defendiam nove jogos de invencibilidade. Se no primeiro tempo, a partida foi mais equilibrada, na etapa final a pressão atleticana foi grande. E os torcedores da casa tiveram paciência e reagiram com mais apoio, a cada chance desperdiçada de gol do primeiro colocado. O gol atleticano saiu aos 25 min da segunda etapa.

A confusão em que se envolveram o zagueiro Réver e o meia-atacante Danilinho, que não jogou por estar lesionado, na madrugada da última sexta-feira, durante a Exposete, em Sete Lagoas, que levou o presidente Alexandre Kalil a se reunir com o elenco atleticano sábado, para fazer cobranças sobre o comportamento extra-campo, não interferiu na forma de atuar dos donos da casa. O Atlético-MG mostrou a mesma pegada dos jogos anteriores. “Mostramos em campo que o nosso grupo está cada vez mais unido, não só os jogadores, mas também com a diretoria, a comissão técnica”, destacou o lateral direito Marcos Rocha.

O Vasco perdeu também a invencibilidade como visitante. Em seu oitavo jogo nessa condição, foi a primeira derrota, com quatro vitórias e três empates. Já o alvinegro mineiro chegou ao seu sétimo triunfo, mantendo a invencibilidade, com apenas um empate. O primeiro tempo começou com ritmo intenso. Em menos de um minuto, o Atlético já havia obrigado o goleiro Fernando Prass a trabalhar, para cortar de soco um cruzamento, além de ter finalizado uma vez para fora, em chute de Guilherme, com desvio no zagueiro Leonardo Silva. O time atleticano pressionava, enquanto o Vasco se defendia e tentava contra-atacar. Aos 3 min, Wendel avançou pela esquerda em velocidade e cruzou para Éder Luis na área, que não alcançou a bola.

O confronto entre líder e vice-líder teve momentos de reclamações contra a arbitragem nos 45 minutos iniciais. Os atleticanos protestaram primeiro. Aos 18 min, Bernard foi lançado, passou por Auremir e caiu. O árbitro Wilson Luiz Seneme nada marcou, revoltando o jovem meia-atacante, a torcida e o técnico Cuca, que acabou advertido pelo juiz. Os vascaínos pediram pênalti, não marcado, aos 31 min, quando Carlos Alberto fez boa jogada e finalizou em cima de Réver. Ele pediu toque de mão do atleticano.

A partida seguiu disputada e com muita marcação. Aos 39 min, Fernando Prass foi rápido para evitar que a bola chegasse a Jô e cedeu escanteio. Após a cobrança de Ronaldinho Gaúcho, Leonardo Silva cabeceou, o goleiro vascaíno defendeu parcialmente e Jô colocou a bola nas redes. A arbitragem, no entanto, anulou o gol, marcando impedimento do atleticano. O primeiro tempo terminou mesmo com o empate sem gols.

“O Atlético esteve melhor, criamos oportunidades, já era para termos aberto o placar, infelizmente, a bola não entrou, mas é manter o espírito e a pegada para que a gente possa abrir o placar”, afirmou o zagueiro Leonardo Silva, que jogou com uma proteção na cabeça, por causa de um corte no jogo anterior, que o obrigou a tomar 10 pontos. “Não é a toa que são as duas equipes melhores colocadas na tabela”, concordou o goleiro Victor.

Ao deixar o campo, no intervalo, o goleiro Fernando Prass destacou o equilíbrio do jogo e a estratégia vascaína. “A gente sabe que se não sofrer gols, quanto mais tempo a gente conseguir segurar o Atlético, eles jogando em casa vão ter a pressão da torcida para sair, quando a gente tiver a bola tem de ter um pouco mais de tranquilidade”, analisou.
O Atlético-MG voltou sem mudanças. Já no Vasco, o técnico Cristóvão Borges trocou o atacante Éder Luís pelo Carlos Tenório. E o Vasco voltou tomando a iniciativa do ataque. Logo no primeiro minuto, o equatoriano invadiu a área adversária, pela esquerda, tocou para Alecsandro, que falhou ao tentar desviar para o gol. Carlos Alberto ficou com a sobra na direita, mas errou o passe. No meio de campo, Ronaldinho reclamou de pancada na boca, em disputa com Juninho Pernambucano. A resposta atleticana aconteceu aos 3 min, quando Jô, de cabeça, serviu a Guilherme, que bateu forte, mas para fora.
O Atlético-MG atacou muito, pressionando, até que Ronaldinho Gaúcho cruzou e Jô, de cabeça, colocou a bola nas redes. Em desvantagem no placar, o Vasco partiu para o ataque, tentando utilizar especialmente as jogadas de bola parada com Juninho Pernambucano. Com dores na perna direita, Carlos Tenório, que havia entrado no início do segundo tempo, foi substituído por William Barbio. Apesar das tentativas vascaínas, o jogo terminou com a vitória atleticana.
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OLIMPÍADAS DE LONDRES - Sábado 11 de agosto de 2012/16h20

VOLEIBOL: BRASIL 3 X 1 EUA



3 sets a 1 
Brasil  vence os EUA e é bicampeão olímpico de vôlei feminino

Técnico José Roberto Guimarães comemora na vitória do Brasil sobre os Estados Unidos na final do vôlei AFP PHOTO / KIRILL KUDRYAVTSEV
Jogadoras do Brasil se preparam para entrar em quadra na final do vôlei feminino contra os Estados Unidos. Getty Images
LONDRES 2012 (Inglaterra)* O Brasil contrariou todos os prognósticos, bateu com propriedade o time mais temido e é bicampeão olímpico de vôlei feminino. Em um jogo emocionante e que retratou bem a campanha da equipe em Londres, a seleção de Jaqueline, Sheilla e Dani Lins fez 3 sets a 1 (11-25, 25-17, 25-20 e 25-17) nos Estados Unidos e entrou para a história como o primeiro time do país a conseguir dois títulos seguidos nos Jogos.

E como em 2008, a conquista veio em cima dos Estados Unidos depois de muitas críticas à performance da equipe, que viveu uma crise intensa já durante os Jogos Olímpicos e reagiu. O feito coloca José Roberto Guimarães, técnico da equipe, em um patamar único na história do esporte brasileiro. Campeão com o masculino em 1992 e com o feminino há quatro anos, ele é o primeiro tri olímpico do Brasil, contando treinadores e atletas.

A segunda medalha de ouro também consagra a geração de Jaqueline, Fabiana, Thaisa, Paula Pequeno e Sheilla, que foram campeãs em 2008 e adicionam outro pódio às suas carreiras, uma semana depois de a equipe quase eliminada na primeira fase.

A superação da crise começou nos últimos jogos da fase de grupos, passou por uma vitória eletrizante sobre a antiga carrasca e acabou diante da equipe mais forte do mundo. Amplas favoritas, as norte-americanas mostraram durante todo o jogo que não tinham o status de graça, mas encontraram o Brasil mais paciente e técnico dos últimos tempos, que conseguiu, com muito custo, a sonhada medalha.

O começo, no entanto, deu a entender que a derrota era inevitável. Os Estados Unidos começaram impossíveis e o Brasil muito mal, em uma analogia involuntária ao que aconteceu ao longo do torneio. Logo de cara, Akinradewo, a melhor bloqueadora do torneio, amorteceu quatro ataques do Brasil na rede antes de seu time fazer 5 a 1. Zé Roberto tentou consertar e pediu calma, mas a equipe parava na muralha norte-americana e quando tinha chances errava.

Sheilla, sobrecarregada, já tinha falhado em oito bolas antes das rivais chegarem ao 15º ponto. O Brasil, como um todo, colocou no chão só cinco das 34 chances que teve na parcial e errou nove vezes. Um apagão que deu para os Estados Unidos o set com a maior diferença de pontos da história das finais olímpicas: 25 a 11.

A volta para a quadra foi bem mais firme. Dani Lins distribuiu mais o jogo e viu Jaqueline crescer muito. A ponteira, que se notabiliza por ser melhor na defesa que no ataque, marcou pontos em sequência, tirou o Brasil do buraco e ajudou o time a criar uma vantagem de cinco pontos. Mais à vontade, Sheilla também cresceu, voltou a virar bolas e foi importante na conquista do set, fechado em 25 a 17.

A reação rápida deu moral ao Brasil, que igualou de vez a partida. Com Dani Lins e Jaqueline de novo como destaque, a seleção começou na frente a terceira parcial e chegou a impor cinco pontos de vantagem. Com o saque verde-amarelo quebrando o passe, as americanas ficaram sob pressão. O sistema de bloqueio e defesa funcionava e o time de Zé Roberto abusou da categoria nos momentos difíceis, contou com erros cruciais das rivais e venceu por 25 a 20.

No quarto set, foi a vez de Sheilla brilhar. A oposta mostrou enorme categoria em ao menos duas bolas difíceis e manteve a vantagem de dois pontos conquistada logo no início da parcial. Quando fez 14 a 9, o Brasil começou a ouvir da arquibancada o grito de “O campeão voltou”, que embalou a equipe nos momentos de reação em Londres.
Nada que fizesse a seleção se desconcentrar. Em todo o jogo, o Brasil teve o mérito de cortar qualquer tentativa de reação dos EUA, e no quarto set não foi diferente. Dani Lins fez até ponto de largadinha e viu as americanas muito abaladas com a situação adversa. A seleção, paciente na defesa, abriu 22 a 14. Nos pontos finais, muita atitude na recepção, um aproveitamento acima do normal no ataque e muita emoção, em quadra e nas arquibancadas.
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FUTEBOL: México 2 X 1 Brasil

Brasil perde pela 3ª vez uma final de Olimpíada e leva a medalha de prata como consolo, em Londres
Neymar lamenta chance perdida pela seleção brasileira na partida contra o México. Foto: Portal UOL/ ago 2012
LONDRES 2012 (Inglaterra)* - Pela terceira vez na história o Brasil perde uma final de Olimpíada, fica sem a inédita medalha de ouro e fatura a prata. Quem subirá ao lugar mais alto do pódio em Londres será o México, que ganhou por 2 a 1, dois gols de Peralta, e fez a festa diante de mais de 86 mil pessoas no mítico estádio de Wembley, neste sábado. Hulk diminuiu, porém tardiamente, nos acréscimos do segundo tempo. Oscar ainda perdeu um gol sozinho, na pequena área, aos 48min.

O sonho do ouro olímpico virou pesadelo logo aos 30 segundos de jogo. Rafael errou na saída de bola, Peralta saiu sozinho na cara do goleiro Gabriel e bateu rasteiro. Aos 29 min do segundo tempo, o mesmo Peralta subiu sozinho na área e cabeceou com estilo, para praticamente liquidar a partida.

O tropeço a dois anos da Copa do Mundo aumenta a pressão sobre o técnico Mano Menezes e sobre a geração de Neymar. O atacante santista foi muito mal no primeiro tempo, acordou no início do segundo porém pecou na finalização. Oscar, que vinha se destacando com a camisa 10, pouco criou, enquanto o artilheiro Leandro Damião não foi eficiente na área.

Mano não conseguiu encontrar um time ideal durante os Jogos de Londres. Em seis partidas, adotou cinco escalações diferentes. Repetiu a mesma formação apenas na semifinal e na final, porém mudou de ideia ainda no primeiro tempo, quando sacou Alex Sandro para a entrada de Hulk.

Depois de levar o gol no primeiro lance do jogo, os brasileiros não conseguiram controlar o nervosismo. A primeira finalização saiu somente aos 20 min, quando Oscar recebeu de Damião na área, girou e bateu fraco, para defesa tranquila de Corona.

Depois de levar o gol no primeiro lance do jogo, os brasileiros não conseguiram controlar o nervosismo. A primeira finalização saiu somente aos 20 min, quando Oscar recebeu de Damião na área, girou e bateu fraco, para defesa tranquila de Corona.

Os mexicanos passaram a marcar com os 11 no campo de defesa, sem dar espaço para Oscar e Neymar produzirem. O santista parecia nervoso, errando demais e cometendo faltas bobas.

Irritado com a equipe e a arbitragem, Mano Menezes apostou em Hulk, que mudou o panorama do duelo. O atacante do Porto mostrou serviço aos 38 min, quando cortou para o meio e arriscou um chute da intermediária. Corona espalmou e na sequência conseguiu evitar o gol de Damião no rebote

O Brasil cresceu. Oscar fez o passe, Damião cumpriu o papel de pivô na área e Marcelo bateu para fora. Neymar apareceu somente aos 47 min, quando fez boa jogada pela esquerda e chutou rasteiro, mas para fora.
Os comandados de Mano Menezes voltaram mais ligados para a etapa final. Em cinco minutos, Neymar já fez mais do que durante o primeiro tempo, finalizou a gol duas vezes e quase empatou.

*Carlos Padeiro/Do UOL, com adaptações FN Café NEWS

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